Influenciador Digital x Vendedor: quais as diferenças?
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O Live Commerce tem se enraizado profundamente no setor de varejo, com a promessa de se tornar uma das maiores mudanças na forma como compramos nos últimos tempos.
As compras online costumam ser um mundo estático de anúncios de produtos, avaliações e resultados de pesquisa. Os clientes clicam e navegam de maneira isolada que pode ser eficiente, mas não necessariamente inspiradora.
Por outro lado, o Live Commerce combina as melhores experiências de varejo digital e físico. É por isso que se tornou uma tendência mundial, sendo mais do que apenas uma forma de fazer vendas. Essa é uma mudança permanente e os varejistas precisam estar prontos.
Em sua essência, o Live Commerce é o que seu nome sugere: os clientes assistem a conteúdo de vídeo transmitido ao vivo por pessoas e podem comprar o que vêem em tempo real. Esse conteúdo pode inspirar e apresentar aos clientes novos produtos e marcas, assim entretém enquanto informa.
O Live Commerce fornece um elemento social por meio da interação com o apresentador. Pessoalmente, ele oferece uma ideia muito melhor de como é um produto do que fotos ou vídeos costumam oferecer. Ele pode abordar questões e preocupações sobre uso e desempenho, por exemplo.
O conteúdo transmitido ao vivo pode aparecer no aplicativo de um varejista, em seu site, canais de mídia social e/ou outras plataformas.
Embora esse tipo de comércio ao vivo seja uma tendência relativamente nova no Brasil, tem uma grande penetração na China. O que determinou sua adoção predominante foi a pandemia da Covid-19. Isso forçou varejistas e marcas a procurarem novas maneiras não apenas de vender, mas de envolver os clientes.
Como a China foi o primeiro país a entrar em lockdown quando o vírus se espalhou, vimos rapidamente as marcas se articulando para vender online. Muitas empresas, sem orçamento para contratar influenciadores digitais, optaram por treinar seus próprios funcionários para gravar lives no Facebook e Instagram.
Tanto pequenos quanto grandes varejistas que aderiram as transmissões ao vivo por necessidade, agora descobriram um novo fluxo de receita altamente lucrativo como resultado.
Quando os consumidores assistem a uma transmissão ao vivo em uma plataforma de e-commerce, eles estão simultaneamente assistindo alguém de quem gostam e confiam. Eles podem se tornar extremamente leais e receptivos a transmissões ao vivo específicas, especialmente de pessoas que eles acompanham há algum tempo e com as quais se sentem conectados.
Algumas lições que podem ser aprendidas com os varejistas chineses de Live Commerce são as seguintes: educar os consumidores sobre o produto; entretê-los; construir comunidades que encorajem os compradores a interagir uns com os outros; e, naturalmente, oferecer ótimas promoções, cupons e ofertas irresistíveis.
Ano passado, as Americanas.com começaram a lançar diversas lives com reviews de alguns produtos vendidos em seu site. Dia 25 de junho de 2020, ocorreu a primeira live protagonizada pela influenciadora e CEO do site de moda Garotas Estúpidas, Camila Coutinho.
Ela convocou seus 2,5 milhões de seguidores para assistir a live no app da Americanas. Camila apresentou inúmeros produtos de maquiagem e ainda fez testes. Essa ação trouxe bons resultados em vendas para a Lojas Americanas.
Navegando no mar das lives, o Grupo Soma, proprietário das grifes Farm e Animale, também obteve destaque nas transmissões oferecendo descontos. A empresa contou com a colaboração de influenciadores digitais para a experimentação de peças de vestuário das suas lojas.
Os itens podiam ser comprados através de uma aba acoplada ao vídeo. O resultado foi impressionante, mais de R$ 3 milhões movimentados nas quatro primeiras lives.
Inspirada em cases brasileiro, em 2021 a loja virtual TudoPraMim realizou a sua primeira Live Commerce pelo Instagram com a influenciadora Jessica Verissimo apresentando a linha de maquiagens de Tata Estaniecki by Joli Joli, uma ação organizada pela B2 Rocket.
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