Todos nós já sabemos que para vender não basta somente estar plugado em um marketplace. É preciso fazer um trabalho minucioso, seguindo as etapas de integração, catalogação e estratégia comercial, para que as vendas aconteçam.
No time da B2 Rocket tem uma especialista neste assunto, Inês Costa, que aceitou o desafio de responder as 9 maiores dúvidas sobre marketplace. Com mais de 10 anos de experiência no mercado, trabalhou em grandes players como: B2W, Walmart, Ricardo Eletro, Multilaser e outras, adquirindo conhecimento para entender quais estratégias são interessantes ou não para um seller/lojista.
Vamos ao que interessa? 🙂
1) Investir na loja virtual própria ou em um marketplace. Quais os prós e contras?
Esta é uma ótima pergunta. Hoje o mercado de marketplace está muito bem amparado e estruturado para novos sellers, o que facilita muito a entrada de uma loja no mercado. Sabemos que uma loja virtual sozinha precisa de tráfego e relevância para ter vendas, então uma boa estratégia é ter o marketplace para conquistar o seu público e depois, aos poucos, trazer ele para sua loja virtual, para que possa ter uma margem melhor de vendas.
2) Alguns lojistas nos procuram dizendo que fizeram a integração no marketplace, mas que não vendem nada. Este erro é frequente. Qual a solução?
O maior erro de um seller é achar que o fato de estar plugado, a venda acontece sozinha, e infelizmente não é assim que funciona.
A receita do bolo é estudar melhor qual marketplace tem mais sinergia com o seu produto, além de fazer a gestão da sua conta e análise diária da performance. E claro, contar com a ajuda de uma consultoria de marketplace que conhece bem as plataformas, estratégias comerciais e calendários atrativos para venda.
Esta consultoria especializada também usa seu network para resolver os problemas que impedem as vendas. Ou seja, conhecer as pessoas certas, dentro de cada marketplace, agiliza todo o processo de venda.
3) Quais os critérios devem ser avaliados para escolher o marketplace ideal?
O primeiro passo é entender o seu nicho de produtos, o que quer vender e como vender. Segundo é analisar quais marketplaces têm sinergia com o seu produto e também levar em conta quais taxas existem em cada plataforma para que a venda não seja só uma troca de figurinhas.
4) É necessário ter uma loja virtual para vender em um marketplace?
A maioria dos marketplaces exige que o seller tenha uma loja virtual. Hoje também sabemos que o público está cada vez mais orientado a pesquisar melhor um lojista, conhecer a sua reputação, e quando temos uma loja virtual as chances de reverter uma venda de marketplace para a loja própria são maiores, aumentando a margem de vendas e ganhando tráfego de forma gratuita.
Alguns marketplaces, como o Mercado Livre, não exigem que o seller tenha loja virtual.
5) Qual o segredo do buybox? Como chegar lá?
Isso é importante! O buybox hoje representa mais de 80% das vendas como um todo no ramo de marketplace, já que os três Sellers com melhores preços e condições de pagamento ficam em destaque, dando uma opção mais clara ao cliente, disponibilizando a melhor condição de compra.
Para chegar lá, precisamos ter em mente os critérios de performance: preço, condições de pagamento, frete e performance de entrega (expedição, rastreio e pós-vendas).
6) O lojista deve colocar todos os produtos no marketplace ou escolher uma parte deles? Qual critério usar nesta escolha?
Isso fica a critério do lojista, não existe uma regra sobre isso, e sim estratégias de vendas, como por exemplo: alguns itens de cozinha ficam melhores na Shoptime ou Americanas, eu já não indicaria concentrar energia em colocar cozinha em uma marketplace como Madeira Madeira que não é o nicho de vendas. Outra parte da estratégia é quando um lojista tem um volume grande de SKUs, eu sempre indico começar pela sua curva A/B de vendas para que possamos agir com prioridade a catalogação e concentrar energia em curadoria do cadastro com os itens que ele já sabe que tem uma boa saída.
7) Qual a importância da precificação para se ter sucesso nos marketplaces?
Precisamos estar antenados com as tendências e preços praticados, para que não corra o risco de colocar um valor muito alto ou muito baixo. Para isso, analise os seus concorrentes, quais itens eles oferecem e quais preços eles praticam. Se for viável, utilize um software de monitoramento de preço, que permite agir mais rápido na precificação.
Avalie também o valor do frete e o tempo de entrega do seu concorrente. São informações básicas, mas essenciais para a precificação.
8) Por que a conciliação financeira é importante no marketplace?
Hoje percebemos um grande volume de sellers no mercado que fecham por N motivos, um deles é por não fazer uma gestão adequada de conciliação financeira. Infelizmente alguns marketplaces embutem valores e taxas que não foram acordados no contrato, ou por falha sistêmica, deixam de pagar alguns pedidos, o que vai impactar na operação no final do mês. Por isso a conciliação financeira deve ser considerada na gestão de marketplace, para que possa acompanhar todo o processo desde a venda do item até o valor que cai na conta.
9) Os marketplaces já estão saturados ou ainda há oportunidades para investir?
Tem muita oportunidade para todos neste mundo de marketplace. Hoje o público está cada vez mais educado a comprar pela internet, e já sabemos que a tendência é que lojas físicas fechem as portas para dar lugar a praticidade de comparar e adquirir a melhor oferta. Seja criativo acompanhe a tendência do mercado.
Se você é um seller/lojista e deseja vender nos marketplaces, solicite um orçamento, clicando aqui.